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Com a pandemia, número de mortes por infarto e AVC cresceu 31% - Hospital Santa Catarina de Blumenau
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Com a pandemia, número de mortes por infarto e AVC cresceu 31%

Anualmente, setembro é dedicado a relembrar a importância dos cuidados com a saúde do coração, prevenindo infarto e AVC. O movimento global Setembro Vermelho reúne hospitais, instituições e profissionais em torno do tema. Em 2020, com a pandemia, este período ganhou ainda mais importância.

Isso porque o número de mortes por infartos e AVCs cresceu 31% no Brasil desde o aumento do contágio pela COVID-19, segundo uma pesquisa da Associação Nacional dos Registradores de Pessoas Naturais (Arpen-Brasil) em parceria com a Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC).

De acordo com o cardiologista e Superintendente Médico do HSC Blumenau, Humberto Tridapalli, a demora na busca do atendimento é um dos motivadores do aumento nos números. “Quanto mais as pessoas se conscientizarem sobre a importância de fazer os exames rotineiramente e ter hábitos saudáveis, menos elas chegarão às emergências com um quadro irreversível”, comenta.

Prevenção do infarto e AVC

Todos os hábitos impactam diretamente no quadro cardiovascular. Entre eles, a rotina de exercícios, a alimentação, o consumo de álcool e cigarro e o estresse. Por isso, a prevenção aos problemas do coração não está associada apenas a uma ação. “Cuidar da saúde do coração é prezar pela vida”, resume Tridapalli.

Além disso, é importante conversar com o cardiologista de confiança para estabelecer uma periodicidade de exames. Não existe uma regra para o volume de idas ao consultório. Isso varia de acordo com o histórico do paciente e da família, além dos sintomas e hábitos que ele cultiva.

O ideal é que esse mapeamento seja realizado e cumprido. Os exames mais comuns são o eletrocardiograma, exame ergométrico e as checagens do hemograma.

Quando procurar um hospital

Um dos pontos essenciais para evitar a mortalidade por infartos e AVCs é procurar o hospital ao perceber os sintomas. “Dor no peito – em movimento ou não – nunca é um bom sinal”, explica Humberto. “Caso ela evolua ou seja acompanhada de formigamento no braço esquerdo ou dores na região do pescoço, é preciso procurar um atendimento o mais breve possível”, complementa.

Por conta do medo do contágio pelo novo coronavírus, os pacientes chegam ao hospital em situação cada vez mais grave. “Como a evolução do quadro é rápida, o tempo de chegada é decisivo para que o tratamento consiga salvar a vida do paciente”, comenta.

Todos os hospitais seguem protocolos de segurança recomendados pelas organizações de saúde.

 

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