Vamos desmistificar o câncer de mama masculino? Saiba mais!

Apesar de ser uma doença rara, no Brasil, o câncer de mama masculino atingiu 600 brasileiros e causou 180 óbitos em 2019. Nos Estados Unidos, segundo o programa de Vigilância, Epidemiologia e Resultados Finais do Instituto Nacional do Câncer (SEER), ocorreu aumento no número de casos.

Em 1975, a incidência da doença era de 0.85 a cada 100.000 americanos. Porém, em 2011, o número praticamente dobrou para 1.43. O risco de desenvolver câncer durante a vida é de 1 a cada 1.000 em homens e de 1 a cada 8 nas mulheres.

Assim como outros tumores, o câncer de mama também é uma doença relacionada à idade. A média de idade do diagnóstico em homens é de cinco anos a mais do que as mulheres (67 vs. 62 anos). Homens negros possuem mais risco e ele duplica se houver parente de primeiro grau com câncer.

É importante ressaltar que apenas 1% de todos os cânceres de mama correspondem ao câncer masculino, mas todos devem ser submetidos a testes genéticos de predisposição hereditária.

Fatores de risco

As mutações nos genes BRCA são os principais fatores de risco para o desenvolvimento de tumores malignos, como o câncer de mama. Dessa forma, o BRCA1 e BRCA2 são supressores de tumor envolvidos no reparo do DNA.

Até 4% dos homens com câncer de mama possuem mutação no BRCA1 e de 4 a 16% apresentam mutação no gene BRCA2. Na Islândia, uma mutação fundadora é responsável por 40% dos casos de câncer de mama masculino.

A Síndrome de Klinefelter’s, caracterizada por hipogonadismo e baixo nível de testosterona, aumenta o risco da doença. Assim também a exposição à radiação e os elevados níveis de estrogênio (ginecomastia, anormalidades testiculares e obesidade).

Prognóstico 

O prognóstico do câncer de mama masculino é dificultado por diversos fatores. Entre eles, menor expectativa de vida, idade e tumor mais avançados no diagnóstico. Contudo, quando ajustado para estádio, características demográficas e tratamento, as taxas de sobrevida são altas.

Tratamento do câncer de mama masculino

Ao contrário das mulheres, a maioria dos pacientes com câncer de mama são tratados com mastectomia. Assim, mesmo diante do diagnóstico precoce, a remoção de uma ou ambas as mamas é indicada.

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