Prevenção e diagnóstico precoce do câncer de mama fazem a diferença

Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), o câncer de mama é o tipo da doença mais comum entre as mulheres no Brasil. Assim, ele corresponde a 29% dos casos novos a cada ano, somando cerca de 50.000 somente em 2018.

Dessa forma, excluindo o câncer de pele não melanoma, o câncer de mama é o mais frequente nas mulheres da região Sul. A doença também pode atingir os homens, mas representa apenas 1% dos casos.

É preciso entender que fatores genéticos, hereditários e hormonais aumentam, de fato, o risco da doença. Entretanto, há muito que se pode fazer para diminuir a incidência. Além de aumentar os casos de detecção precoce, como por exemplo, desmistificar o exame de mamografia.

Inclusive, a mudança de hábitos para uma vida mais saudável e a realização do exame de rotina.

Grande parte dos casos de câncer de mama pode ser prevenido com medidas simples. Confira algumas dicas importantes que o ONCO HSC preparou para a campanha Outubro Rosa.

  • Evite o consumo de bebidas alcoólicas

O consumo de bebidas alcoólicas favorece o desenvolvimento de diversos tipos de câncer, entre eles, o de mama. Além disso, a combinação do etanol com o uso do tabaco aumenta o risco do surgimento da doença.

De acordo com a Agência Internacional de Pesquisa sobre o Câncer, 18 gramas, aproximadamente duas doses, de álcool por dia já é suficiente para aumentar significantemente o risco de desenvolver o câncer de mama.

  • Controle a alimentação

Os alimentos processados, ricos em sódio e conservantes possuem uma substância cancerígena, chamada nitrosamina. Por isso, é importante evitá-los ao máximo, assim como os fast-foods e o excesso de açúcar.

Por outro lado, uma ingestão rica em alimentos de origem vegetal como frutas, legumes, verduras, cereais integrais, feijões e outras leguminosas pode prevenir o câncer de mama.

  • Amamente para prevenir o câncer de mama 

Diversos estudos comprovam os benefícios da amamentação, inclusive para a mulher. Assim, enquanto o bebê suga o leite, o movimento promove uma espécie de esfoliação do tecido mamário.

Dessa forma, se houver células agredidas, elas são eliminadas e renovadas. Quando termina a lactação, várias células se autodestroem, dentre elas algumas que poderiam ter lesões no material genético.

  • Pratique atividades físicas

A atividade física promove o equilíbrio dos níveis de hormônios, fortalece as defesas do corpo e ajuda a manter o peso corporal adequado. Com isso, contribui para prevenir o câncer de mama.

O tempo é apenas um elemento, não o principal. Assim, é possível escolher a modalidade que mais se encaixa na sua rotina.

  • Conheça seu corpo 

O corpo dá sinais quando algo não está certo. E isso também vale para os casos de câncer de mama. Por isso, a importância do autoexame. Ele pode ser realizado no banho, apalpando a mama e percebendo possíveis alterações.

Entre os indícios do câncer de mama, estão caroços, ínguas, deformação, manchas na pele ou outros sinais.

  • Procure um profissional de saúde

Quanto antes a detecção da doença, maiores as chances de cura. Dessa forma, quando o nódulo é muito reduzido, na fase inicial, ele não consegue ser percebido por meio do toque.

Nesse caso, somente a mamografia pode descobrir precocemente o câncer de mama. No exame, o seio é colocado entre as duas placas do mamógrafo, que emite raios X para produzir as imagens.

A importância da mamografia

No Brasil, a recomendação do Ministério da Saúde é a realização da mamografia de rastreamento. Quando não há sinais nem sintomas, mulheres entre 50 e 69 anos devem realizá-la a cada dois anos.

Entretanto, a orientação geral para quem não possui histórico na família é fazer o exame preventivamente a partir dos 40 anos, a cada um ou dois anos.  Já para quem possui casos na família, a mamografia deve ser realizada anualmente a partir dos 35 anos.

Nesse sentido, é importante lembrar que o ultrassom das mamas não substitui a mamografia, mas atua como um complemento.

Além disso, uma das principais barreiras é o medo. Muitas mulheres têm receio da mamografia, que ganhou fama de ser dolorida. Porém, segundo a Técnica de Enfermagem da Bluimagem, Susana Hobold, a dor é relativa.

“A principal dúvida que recebemos é se a mamografia dói. E, na verdade, depende muito de cada mulher. Algumas sentem dor com a compressão da mama, que é realmente necessária, mas outras nem sequer se incomodam”, explica ela.

O exame de mamografia é realizado pelo mamógrafo, que registra duas imagens de cada mama: Uma de frente (crânio caudal) e uma médio lateral oblíqua. Dessa forma, a compressão da mama é necessária para espalhar as glândulas.

Outro mito que, infelizmente, impede o diagnóstico precoce é a crença de que a radiação do exame pode causar o câncer. Por isso, muitas mulheres solicitam o protetor de tireoide ou do colar cervical.

Entretanto, segundo o Colégio Brasileiro de Radiologia e Diagnóstico por Imagem, o valor da utilização do colar é apenas psicológico. Afinal, a dose de radiação é extremamente baixa e considerada insignificante para o risco de indução da doença.

A mamografia de rastreamento ajuda a reduzir a mortalidade por câncer de mama e aumenta as chances de tratamento precoce. Portanto, se detectado na fase inicial, a cura alcança 98% dos casos, reduzindo a necessidade da mastectomia.

Oncogenética na prevenção do câncer de mama

Para mulheres que possuem casos de câncer de mama na família, exames complementares são fundamentais. Afinal, as mutações de genes transmitidos hereditariamente podem indicar propensão para a doença.

Assim, o objetivo da Oncogenética é identificar pessoas portadoras de tumores ou que possuam maiores riscos de desenvolver câncer. Nos testes com os integrantes da família, são avaliados os genes associados a diversos tipos de tumores, inclusive o de mama.

Caso sejam percebidas alterações e/ou existência de risco é possível estabelecer formas mais eficientes e personalizadas de prevenção. Dessa forma, o resultado permite um acompanhamento diferenciado da maioria das mulheres.

De acordo com o INCA, a detecção precoce permite um tratamento menos agressivo e menor chance de morte. Portanto, além de diminuir os ricos da doença, a Oncogenética ainda aumenta as chances de sucesso do tratamento do câncer de mama.

Dessa forma, o objetivo da avaliação e tratamento é garantir a qualidade de vida do paciente. No Hospital Santa Catarina de Blumenau, a Oncogenética tem seu funcionamento ligado com o Centro de Oncologia, o ONCO HSC.

 

 

 

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