Os principais avanços no tratamento do câncer

É inquestionável que o câncer é um problema de saúde pública, principalmente nos países em desenvolvimento, responsáveis por 80% dos mais de 20 milhões de novos casos estimados para as próximas décadas, segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA) e com base nos documentos da International Agency for Research no Cancer (IARC) e da Organização Mundial da Saúde (OMS).

Para o Brasil, a estimativa para o biênio 2018-2019 apontou a ocorrência de 600 mil novos casos de câncer. Mas a estimativa é que cerca de um terço de todos os casos poderiam ser prevenidos. Cânceres de próstata, pulmão, mama feminina e intestino estão entre os mais incidentes.

De acordo com o cirurgião oncológico da Clínica Vidar e do Hospital Santa Catarina de Blumenau, Dr. Rinaldo Danesi Pinto, a grande notícia nos últimos anos é que a ciência médica está deixando médicos, pacientes e familiares cada vez mais empoderados no combate do câncer. “As novas armas contra o câncer estão tanto no âmbito tecnológico quanto na abordagem multidisciplinar especializada”, destaca.

“Hoje os avanços tecnológicos permitem cirurgias menos invasivas e menos mutiladoras com o mínimo de sequelas, como as cirurgias laparoscópicas, cirurgias robóticas e ablações tumorais por radiofrequência e micro-ondas”, completa o cirurgião.

O estudo genômico – ramo da genética bioquímica que engloba todo e qualquer estudo do genoma (conjunto de genes) – permite melhor conhecimento das características das células tumorais, possibilitando uma medicina mais personalizada e a utilização de medicamentos específicos, como antagonistas hormonais, anticorpos monoclonais e modalidades da terapia alvo-dirigida.

A aplicação da quimioterapia diretamente na cavidade abdominal (HIPEC) permite tratamento de pacientes que, há algum tempo, estavam fora de perspectivas terapêuticas.

Na área da radioterapia, atualmente há máquinas com muito mais precisão, programadas para irradiar apenas o tumor, preservando ao máximo os órgãos saudáveis adjacentes.

Segundo Dr. Rinaldo, mais relevante ainda que as novas tecnologias é o entendimento de que os pacientes portadores de câncer devem ter uma abordagem multidisciplinar especializada no seu tratamento. “Tradicionalmente entendemos que o médico recomendável para o tratamento do câncer é o oncologista (cancerologista), mas não percebemos que os outros profissionais envolvidos tais como: o cirurgião, psicólogos, nutricionistas, enfermeiros também devem ser especialistas em oncologia”, explica.

Inúmeros estudos têm demonstrado, por exemplo, que cirurgias realizadas por um cirurgião especialista em operar Câncer (aquele cirurgião que, além de ter título de cirurgião geral, tem título de cirurgião oncológico) tem resultados significativamente melhores quando comparado às cirurgias realizadas por um cirurgião não oncológico.

“Fazer a cirurgia de câncer com quem é especialista no tratamento de câncer faz toda a diferença! Os pacientes com câncer merecem ser tratados por um time multidisciplinar especializado em oncologia”, finaliza.

Texto: Fabiane Moraes

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