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HSC Blumenau conta com equipe multidisciplinar de Cuidados Paliativos

Apesar de o mundo ocidental tratar a morte como tabu, esse universo está continuamente presente em nossa sociedade. Nesse sentido, por muitos anos, os Cuidados Paliativos e a abordagem de qualidade de vida de pacientes com doenças graves foram negligenciados no país.

Assim, essa postura refletiu diretamente no levantamento feito pela Organização Mundial de Saúde (OMS). Atualmente, o Brasil conta com menos de 200 equipes de Cuidados Paliativos. No Sistema Único de Saúde (SUS) são 117 e, na rede privada, 60. Portanto, menos de 10% dos hospitais brasileiros oferecem esse tipo de serviço.

O que são Cuidados Paliativos

O diagnóstico de uma doença grave é angustiante e permeia diversas questões da vida do paciente. Entre elas, o medo da morte, o desamparo da família, o afastamento do trabalho, a queda de renda, etc. Por isso, é preciso que uma equipe, juntamente com profissionais especialistas, cuide de quem está doente e de quem o cerca.

Nesse sentido, as doenças crônicas que ameaçam a vida têm seus sintomas físicos amenizados pelo médico paliativista. Além disso, a equipe multiprofissional trabalha para melhorar a qualidade de vida do paciente, como também de sua família e amigos, que são atingidos pela doença.

Dessa forma, um consenso da Associação Americana de Oncologia Clínica prevê que esses cuidados devem começar, no máximo, oito semanas após o diagnóstico da doença. Portanto, eles não são exclusivos para quem está morrendo, mas iniciam no âmbito ambulatorial e seguem na internação e tratamento.

HSC Blumenau é um dos 60 hospitais particulares do Brasil com o serviço de Cuidados Paliativos

Desde 2014, o HSC Blumenau conta com uma equipe multidisciplinar de Cuidados Paliativos. Assim, pacientes adultos e pediátricos e suas famílias são acompanhados quando diagnosticados em condições clínicas ameaçadoras da vida. O objetivo é o controle de sintomas físicos, emocionais, espirituais e sociais.

Entre os profissionais que fazem o acompanhamento, estão psicóloga, nutricionista, fonoaudióloga, fisioterapeuta, assistente espiritual e assistente social. Além disso, há enfermeiros, terapeuta ocupacional, farmacêutica, odontologista e Corpo Clínico com uma médica paliativista, Dra. Lidiane Cristina Nitsche.

Nesse sentido, a equipe de Cuidados Paliativos estará com o paciente e sua família em todas as etapas. Com a evolução da doença, os cuidados também irão aumentar. O importante é que todos se sintam acolhidos e amparados. Caso o paciente venha à óbito, há o acompanhamento pós-luto, mensalmente, com o Grupo de Enlutados.

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